quinta-feira, 18 de março de 2010

CONFIANÇA E FÉ


Essa semana aconteceu algo muito desagradável. Meu filho foi constrangido por um pai de uma colega de sala. Sinceramente, foi algo que mexeu comigo. O que fazer quando seus filhos são alvos de constrangimento? O que fazer quando o coração pede pra tomar satisfação? O que fazer quando as emoções suplantam as razões de agir de forma cristã?
Quero confessar minha debilidade. Pois mais uma vez percebi que sou de carne e osso. E sangue e nervos e emoções.
Eu não cheguei a ver a cena, mas o só imaginar tirou-me a calma. Deixei passar o dia. Chegar o outro dia. Mas não adiantou. Conversei, desabafei. Mas nada adiantou. O que fazer diante da injustiça? Diante da covardia, diante da insensatez imatura de um ser humano (penso que essa deva ser a palavra certa ao referir-me a esta pessoa), o que fazer?
            Antes que eu pudesse tornar-me tal qual esta criatura, deixei-me ser aconselhado. Tenho experimentado isso. Deixar-se ser aconselhado por pessoas que querem o seu bem. Foi o que fiz. Parei. Estacionei. Não prossegui. Acertei. Mais uma vez acertei em ouvir.
            Talvez, este seja o grande aprendizado. Ouvir, não se precipitar, deixar-se ser ensinado, ser humilde, ser manso. Não é fácil. Mas ainda tem outro aprendizado. O de perceber que não dá pra controlar o que acontece, ou pode acontecer com seus filhos. Não dá pra proteger sempre. Não dá pra fazer tudo, aliás, pouca coisa a gente pode fazer. O aprendizado é de confiança. Confiança na proteção de Deus. Confiança no cuidado dele. Confiança no seu amor. Confiança e fé. Talvez pudesse ser esse o resumo da ópera: CONFIANÇA E FÉ

quarta-feira, 17 de março de 2010

ADORAR É ENCOSTAR O SEU NARIZ NO CHÃO...

Essa a primeira linha de uma música que compus. Inclusive, deixe-me dizer que autorizei o Carlos Rilmar a gravá-la. Nariz no Chão.
Eu gostei muito desta figura do adorador. Alguém tem não só os pés, mas também p nariz no chão.
Ao imaginar essa figura do adorador, tentei de forma praticar faze-lo. Literalmente. Não dá pra encostar o nariz no chão estando em pé. Impossível! Nem mesmo o melhor contorcionista poderia fazê-lo. É uma questão métrica.
Mas também tentei estando de joelhos, sem encostar a as mãos no chão. Aí já envolve o equilíbrio e uma possível cabeçada no piso... Mas metricamente também não dá.
Na verdade, tem que ficar de joelhos, com as mãos no chão e se curvar pra frente. Lembra muito a postura dos maometanos. Sim. Uma atitude reverência.
Penso que falta muito dessa reverência aos adoradores de plantão. Consciência real do que estão fazendo. Pra quem estão fazendo e por que estão fazendo e ainda mais, de que jeito estão fazendo.
Penso que está na hora de parar com a mediocridade das músicas apaixonadamente, e quase eroticamente cantadas. Penso que ta na hora de ter identidade própria, de parar de imitar e começar a ter o seu próprio relacionamento com Deus. Concordo com o João Alexandre, por isso PENSO!
Reverência é também ser humilde. Ta cheio de “MELHORES CANTORES CANTORAS GOSPEL” no nosso país. Cheio de gente ganhando dinheiro com a cessão de suas músicas para pessoas que não tem compromisso com o evangelho. Aliás, músicas teologicamente infundadas, fracas e carentes de profundidade. Rasas.
Penso que realmente está na hora de encostar o nariz no chão. E orar. Suplicar. Clamar a Deus por novidade de vida. Por novidade de letras e melodias. Novidade de visão.
E já tem gente fazendo isso. Só precisa se libertar da mídia e das apaixonites desenfreadas. Buscar o belo e o profundo. Precisa sentir o cheiro de si mesmo, do pó. Precisa estar próximo dos próximos e junto aos distantes. Precisa se gente. Gente e não estrela. Afinal, estrelas caem! Gente erra e se quiser aprende! Se quiser entende! Se quiser encosta o nariz no chão!