Essa semana aconteceu algo muito desagradável. Meu filho foi constrangido por um pai de uma colega de sala. Sinceramente, foi algo que mexeu comigo. O que fazer quando seus filhos são alvos de constrangimento? O que fazer quando o coração pede pra tomar satisfação? O que fazer quando as emoções suplantam as razões de agir de forma cristã?
Quero confessar minha debilidade. Pois mais uma vez percebi que sou de carne e osso. E sangue e nervos e emoções.
Eu não cheguei a ver a cena, mas o só imaginar tirou-me a calma. Deixei passar o dia. Chegar o outro dia. Mas não adiantou. Conversei, desabafei. Mas nada adiantou. O que fazer diante da injustiça? Diante da covardia, diante da insensatez imatura de um ser humano (penso que essa deva ser a palavra certa ao referir-me a esta pessoa), o que fazer?
Antes que eu pudesse tornar-me tal qual esta criatura, deixei-me ser aconselhado. Tenho experimentado isso. Deixar-se ser aconselhado por pessoas que querem o seu bem. Foi o que fiz. Parei. Estacionei. Não prossegui. Acertei. Mais uma vez acertei em ouvir.
Talvez, este seja o grande aprendizado. Ouvir, não se precipitar, deixar-se ser ensinado, ser humilde, ser manso. Não é fácil. Mas ainda tem outro aprendizado. O de perceber que não dá pra controlar o que acontece, ou pode acontecer com seus filhos. Não dá pra proteger sempre. Não dá pra fazer tudo, aliás, pouca coisa a gente pode fazer. O aprendizado é de confiança. Confiança na proteção de Deus. Confiança no cuidado dele. Confiança no seu amor. Confiança e fé. Talvez pudesse ser esse o resumo da ópera: CONFIANÇA E FÉ
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